Bom, decidi escrever hoje sobre um assunto que nâo nos cause revolta ou consternação. Há pouco mais de uma semana atrás, subindo a rampa para o centro de estudos do hospital para uma aula, um fragmento da Folha de São Paulo, dobrada sobre o corrimão de cimento, chamou minha atenção através da imagem de um jovem sentado com vários instrumentos ao redor em frente a uma árvore seca, à frente de um fundo que imitava o céu ao crepúsculo. Tratava-se de uma reportagem sobre o mexicano Zach Condon, vocalista e líder da banda Beirut.
Gostei da reportagem e procurei conhecer algo ao chegar em casa. Minha surpresa ao ouvir a música foi da estranheza à incredulidade, e desta ao fascínio (sim, sim... sou dramático mesmo... paciência... coisas de carcamano). Trata-se de uma mistura de ritmos de vários países, que se casam em uma harmonia praticamente inconcebível, sendo os pontos mais marcantes, o violão, a percussão, o acordeon e os instrumentos de sopro. Descobri, então, que o som de Beirut tomava parte na trilha sonora da minissérie Capitu, exibida na Rede Globo. Ao ler críticas e premiações da referida série, busquei assistir à mesma (a insônia, às vezes, faz com que nosso dia pareça ter mais do que 24 horas, hehe). A descrição de impressões acima se mostra também adequada a essa situação (para evitar que o estômago do leitor revire devido a um novo arrombo de pieguice de minha parte, hehe). Com direção de arte incrível, atuações memoráveis e uma inacreditável fusão de teatro com cinema, a série é a melhor e mais fiel adaptação de Dom Casmurro, de Machado de Assis, à qual já tive a oportunidade e o prazer de assistir. A maquiagem e a fotografia são espetáculos à parte. A atmosfera lúdica casa-se perfeitamente com o que se passou por minha mente de adolescente quando li o romance pela primeira vez.
Bom, mais comentários terão espaço aqui em outras oportunidades.
Fazendo votos de uma ótima semana a todos, deixo vocês com imagens de Capitu ao som de Elephant Gun e o sexy e muito bem coreografado videoclipe original da música.
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domingo, 30 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pandemídia?
Bom, é impressionante como as pessoas necessitam de drama em suas vidas...
Digo isso por causa de toda a mística que se constrói acerca da nova gripe. É muito importante pontuar, aqui, o fato de que, para alguns grupos de risco, a nova gripe é realmente uma doença preocupante (gestantes, imunodeprimidos, etc...). Porém, para o restante da população, as estatísticas de mortalidade são as mesmas da gripe comum.
Porém, o que se tem visto por aí é uma paranóia desenfreada, cuja repercussão nas pessoas faz com que elas corram para comprar álcool gel na concentração errada e, o que é mais grave, um medicamento útil no tratamento da gripe, mas que não deve ser usado de maneira indiscriminada, o tamiflu.
Incrível como várias outras doenças potencialmente evitáveis que matam ou causam manifestações graves em muito mais pessoas em nosso país não despertam tanta comoção, como hipertensão, diabetes, câncer do colo do útero; e, o que é mais preocupante e bem mais fácil de evitar do que a gripe: aids, sífilis, diarréias, paracoccidioidomicose, dengue, malária, leishmaniose, etc.... Isso sem falar nas doenças que, vergonhosamente, em nosso país, ainda são grandes problemas de saúde pública: Desnutrição infantil, verminoses, hanseníase, tuberculose, etc...
Se todo o esforço que autoridades e população estão despendendo para evitar a gripe do porco fossem orientadas para a prevenção e tratamento dessas doenças, a saúde de nossa população seria de muito mais qualidade.
O vídeo abaixo é um elemento importante para que se pensem nesse e em demais aspectos. Não endosso fontes ou a opinião do criador do vídeo, deixando ao encargo de cada um formar sua própria opinião.
Digo isso por causa de toda a mística que se constrói acerca da nova gripe. É muito importante pontuar, aqui, o fato de que, para alguns grupos de risco, a nova gripe é realmente uma doença preocupante (gestantes, imunodeprimidos, etc...). Porém, para o restante da população, as estatísticas de mortalidade são as mesmas da gripe comum.
Porém, o que se tem visto por aí é uma paranóia desenfreada, cuja repercussão nas pessoas faz com que elas corram para comprar álcool gel na concentração errada e, o que é mais grave, um medicamento útil no tratamento da gripe, mas que não deve ser usado de maneira indiscriminada, o tamiflu.
Incrível como várias outras doenças potencialmente evitáveis que matam ou causam manifestações graves em muito mais pessoas em nosso país não despertam tanta comoção, como hipertensão, diabetes, câncer do colo do útero; e, o que é mais preocupante e bem mais fácil de evitar do que a gripe: aids, sífilis, diarréias, paracoccidioidomicose, dengue, malária, leishmaniose, etc.... Isso sem falar nas doenças que, vergonhosamente, em nosso país, ainda são grandes problemas de saúde pública: Desnutrição infantil, verminoses, hanseníase, tuberculose, etc...
Se todo o esforço que autoridades e população estão despendendo para evitar a gripe do porco fossem orientadas para a prevenção e tratamento dessas doenças, a saúde de nossa população seria de muito mais qualidade.
O vídeo abaixo é um elemento importante para que se pensem nesse e em demais aspectos. Não endosso fontes ou a opinião do criador do vídeo, deixando ao encargo de cada um formar sua própria opinião.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Nova mania
Minha nova firula são os novos nomes da mpb. Ando apaixonado pelas vozes das cantoras Roberta Sá (já bem conhecidinha) e CéU. Sou vidrado em vozes femininas. Principalmente quando o assunto é samba, bossa nova e jazz. Acho que o timbre feminino, com suas possibilidades de variação e textura aveludada, combinam mais com o swing e as circunvoluções desses ritmos, digamos, redondos (desculpem pela sinestesia esdrúxula).
Dêm só uma olhada:
Dêm só uma olhada:
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